Passear pelas ruas de uma cidade movimentada não faz parte da felicidade de ninguém. Mesmo que essa cidade seja a velha, ainda bela e mais que nunca iluminada Paris.
Imagino o pobre francês tendo que aceitar esse movimento, causado não só pelo turismo do país mas principalmente por turistas estrangeiros.
Seria ridículo imaginar a cidade sem os turistas, venham eles de onde quer que seja. Seria também necessário apagar a cidade de luz e fechar noventa por cento dos estabelecimentos comercias da cidade.
Porem, ontem, passeando pelas ruas ventosas (e parece que turista tem essa imunidade ao tempo) rezei baixinho para que todos, como se no oitavo filme do Harry Potter, desaparecessem por umas horas para que assim eu pudesse desfrutar da beleza da cidade.
Mais uma vez minhas preces não foram atendidas. Tenho certeza que se não fui ouvido se deve ao fato de ser esse o pedido de muitos outros antes de mim.
Não teve outra alternativa. Passeie pela cidade e tentei imaginar tudo vazio. Mesmo batendo em outros passantes a experiência foi muito agradável.
Já no metrô a coisa foi diferente. A educação elementar desse sistema de transporte é esperar que todos saiam do vagão antes de poder embarcar.
A coitada da chinesa/japonesa (me perdoem a ignorância mas com tanto cachecol e gorro não posso ter certeza) fez como se deve e esperou paciente. Eu atrás dela. Todos saíram e ela então entrou. Eu ainda atrás dela.
Rapidamente fomos descobrir a outra regra do metrô: o francês educadíssimo levantou-se na ultima hora, empurrou grotescamente a chinesa/japonesa que por sua vez colocou o salto do sapatinho na ponta do meu dedão direito.
Como se não bastasse o francês educadíssimo ainda desenrolou uma agressão verbal proibida para menores e impossível de publicar aqui.
Foi aí que o encanto terminou. Coitada da chinesa, ou japonesa...
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